A gravação é meio tosca, o audio é ruim, mas é lendário!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Os 10 melhores discos de capas azuis
A gravação é meio tosca, o audio é ruim, mas é lendário!
Destaque pra tudo.
Sem palavras, compre, pegue emprestado, grave, tatue, roube este disco! É o disco que veio pra sepultar o rock (ainda bem!).
A potência de Nervermind não está no som, mas no contexto. Não contextual, mas contestador. Pra mim, o melhor momento da música (ouço desde o lançamento até hoje), pois a afinidade celestial de 3 pessoas nunca antes na história desde... blá blá blá, a música fora tão colocada em sentimento tão bruto. Singelamente é o álbum que tirou o batom das paradas e colocou o pau no ouvido das pessoas (no pior sentido). Nunca se repetirá.
Por fim, o azul dos azuis.
O Faith No More deu início à suas atividades no começo de década de 80, mas foi somente com o vocalista Chuck Mosely que a formação do grupo se consolidou. Com Chuck foram lançados os discos We Care a Lot (85) e Introduce Yourself (87). Porém, devido aos vícios do vocalista, a banda o despediu e contratou Mike Patton no seu lugar.
Com Patton nos vocais a banda finalmente alçaria o sucesso com o disco The Real Thing (89). Porém a nova roupagem do FNM seria alvo de uma saraiva de críticas do vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, que os acusava de imitação barata. Patton usava o mesmo cabelão que Kiedis, o Faith No More tocava o mesmo Funk Metal dos Red Hot Chili Peppers, ambos os vocalistas cantavam em rap e até os clipes coloridos se pareciam. Talvez a banda tivesse realmente percebido que era hora de mudanças. Angel Dust (92) veio então com o intuito de dar uma nova roupagem para o grupo.
Quando foi lançado, trouxe às rádios e tv's os hits Midlife Crisis, A Small Victory (minha favorita) e Easy. Mas a cereja do bolo ficou definitivamente com as composições que não emplacaram nas paradas de sucesso, como as bizarras RV, Malpractice e Crack Hitler, que abusavam de efeitos sonoros, colagens e embalos circenses. O som era muito inovador para os ouvidinhos comuns e por isso, talvez, não tenha caído no gosto do mercado. Mas não eram todas as músicas experimentações, existiam ainda as pop's Everything's Ruined, Kindergarten e Be Aggressive, embora nenhuma dessas faixas, assim como o disco em geral, trazia o vocal rapeado e a música funkeada dantes. Após Patton cortar as madeixas, cortou também os laços com o The Real Thing.
Angel D também apresentava um rock sem muita guitarra, como podemos ver nas músicas Land of Sunshine, Caffeine, Smaller and Smaller e Midnight Cowboy. O guitarrista Jim Martin detestou a guinada e sua participação autoral é quase nula, com exceção de Jizzlobber, sua única contribuição (mas mesmo assim, um ano depois já estava na rua).
A importância de AD deveu-se ao experimentalismo e à autenticidade que o cercou. As faixas mal são cantadas, são faladas. O baixo encontrava-se acima da guitarra. As letras eram agressivas demais para o padrão vigente à época, afora que é delicioso de ouvir, pois parecem várias bandas num cd só. Compreende um ineditismo inexistente no nosso século, as bandas hodiernas precisam ouvir os hinos deste disco, para talvez, quem sabe, saiam um pouco do bunda-molismo atual.
Às vezes é preciso perverter a ordem, mesmo que o custo seja alto demais.
domingo, 19 de abril de 2009
Poder de um Jovem/ The Power of One - Bryce Courtenay

O motivo de estar postada a capa do livro em inglês deve-se ao fato da minha leitura ter sido realizada no idioma original (inglês), afinal o autor desse romance é o escritor australiano Bryce Courtenay, e provavelmente este livro não foi traduzido para o português. Contudo a história pode ser familiar a alguns de vocês, já que em 1992 foi lançado um filme baseado na obra, contando com atores de renome como Armin Muehler-Stahl e Morgan Freeman,